Vacina para Tilápia e mais uma vez destaque na imprensa da região Oeste do Paraná. Clique no link para visualizar a matéria.
Uma vacina de origem chinesa promete combater uma bactéria que atinge os peixes no período quente e é a responsável pelas quebras de produtividade. O material, que é capaz de reduzir a mortalidade da tilápia em até 40%, já está em fase de testes na região Oeste do Paraná.
domingo, 21 de abril de 2013
sábado, 6 de abril de 2013
C.Vale e MSD iniciação vacinação de tilapias no oeste do Paraná.
A MSD Saúde Animal e a C.Vale - Cooperativa Agroindustrial em parceria iniciaram nesta semana (4 a 5 de Abril) a vacinação de tilápias em Palotina - PR. O objetivo deste importante passo para a piscicultura regional é buscar uma maior eficiência no combate as bacterioses que acomentem as tilápias e em especial a Estreptococos, bactéria conhecida do produtor e que causa sérios prejuízos na atividade.
As percas por mortalidade através da Streptococos chegam a casa de 20%, e em muitas vezes os prejuízos são ainda maiores. Com esta nova ferramenta, a Aqua Vac da MSD, iremos reduzir estes prejuízos significativamente, salientou o Biólogo e Coordenador de Território da MSD Joao Felipe Moutinho .
"Hoje não é mais aceitável estes autos índices de mortalidade por esta bactéria que acomete a produção Paranaense , sempre nos disposemos a oferecer as tecnologias de ponta para o Piscicultor, seja através de sistemas de aeração (Trevisan), nutrição (Guabi) e medicamentos (MSD Aquaflor e Aqua Vac). Continuaremos a trabalhar neste sentido, pois, apesar dos céticos, a piscicultura no Brasil é um caminho sem volta e com certeza iremos alcançar a excelência na produção de tilápias contando com o apoio e a visão futurista da C.Vale que sempre saiu na frente em termos de eficiência na produção". Comentou Nedyr Chiesa , representante da Somar Agro Businesses , distribuidor - MSD AquaVac para região oeste do Paraná.
Estiveram presentes na propriedade da Ari Sgarbi, um dos maiores produtores de alevinos do Paraná, e um dos maiores produtores de tilapias da região Ilidio Dalbosco, Lisandro Trintade Diretor Somar Agro, Professores e Alunos da UFPr , produtores além de diversos meios de comunicação que cobriram o evento. A reportagem completa será apresentada no Programa Caminhos do Campo da Rede Globo - RPC no próximo domingo.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Brasil deve se tornar uma das superpotências da aquicultura mundial
O Brasil deve se tornar a próxima superpotência em pescados, disputando mercado com os grandes produtores mundiais Tailândia, Noruega e China. A afirmação está no estudo “Aquicultura Brasileira: Uma grande indústria de pescados em gestação”, assinado pelos analistas do banco holandês Rabobank Guilherme Melo e Gorjan Nokolik.
Principal financiador agrícola do mundo, o Rabobank já começou a monitorar a aquicultura brasileira, que, segundo seus analistas, promete ser a “próxima fonteira do mercado de proteína animal” no país.
O banco calcula que a produção de pescados em cativeiro alcançará cerca de 960 mil toneladas nos próximos nove anos, o dobro das 480 mil produzidas em 2010, segundo os dados mais recentes do Ministério da Pesca.
Com uma das maiores reservas de água do mundo e ampla oferta dos grãos – soja e milho – usados na ração dos peixes, o Brasil se credencia para se tornar um grande player mundial na aquicultura.
As dificuldades da China, líder absoluta no comércio global de pescados, em ampliar a sua produção, também devem ajudar o Brasil a abocanhar o filão do comércio global de tilápia, a quarta espécie mais consumida dos EUA, atrás de camarão, atum e salmão.
O Rabobank estima que a produção brasileira de tilápias alcançará 413 mil toneladas em 2022, alta de 166% sobre a produção de 2010.
Fonte: Valor Econômico
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Valor Econômico destaca crescimento do mercado de pescado no Brasil
Importação cobre alta do consumo de pescados
Por Luiz Henrique Mendes e Tarso Veloso | De São Paulo e Brasília
Apesar da extensa costa marítima, a pesca extrativa perde espaço no Brasil: o país não tem peixes em grandes quantidades e já atingiu o limite de captura de espécies selvagens por causa do avanço indiscriminado da pesca predatória
Ao contrário do que acontece na maior parte do mundo, o pescado nunca desfrutou de grande prestígio entre os brasileiros. Mas a situação começou a mudar nos últimos anos, com um expressivo salto do consumo per capita no país. Mas, ainda que o Brasil seja dono de um dos maiores potenciais de produção de pescados em cativeiro - já que a pesca extrativa não é o forte do país -, foram as importações de peixes a preços mais acessíveis, sobretudo da China, que ajudaram a turbinar e abastecer a demanda nacional.
As importações de pescados contribuíram com 323 mil toneladas entre 2005 e 2010, ou 50% do crescimento da demanda brasileira no período. Com isso, a participação das compras externas no consumo nacional passou de 25,9% para 34,2%, conforme o Ministério da pesca.
Em declínio a partir da década 90, o consumo de pescados esbarrava em três obstáculos principais: preços elevados, falta de hábito e produção nacional acanhada. Por causa disso, a presença do peixe no mesa do brasileiro ficava restrito, principalmente, à região Norte, às festas de fim de ano e à Quaresma. Até então, mesmo os pescados voltados às classes mais abastadas, como o camarão produzido no Nordeste, encontravam mais mercados no exterior.
Impulsionado pelo crescimento da renda da população brasileira, o cenário começou a mudar em 2005. O consumo nacional per capita anual passou de 6,66 quilos, naquele ano, para 9,75 quilos em 2010, último dado disponibilizado pelo Ministério da pesca. O movimento, afirmam especialistas, prosseguiu no último ano.
Mas o avanço do consumo não aconteceria sem as importações da China e também do Vietnã. "Porque o consumidor não comia peixe? Porque ele não tinha hábito e sempre foi muito caro. E se você não tem hábito, não vai começar pelo peixe mais caro", afirma Ivan Lasaro, presidente Andip, entidade que representa os importadores de pescados.
Foi nesse contexto que entraram os peixes asiáticos. "Eles ofereceram peixe com disponibilidade e preço baixo. Conclusão: o consumo explodiu", diz Lasaro. Irrelevante para o Brasil até 2007, a China, maior produtor mundial de pescados, aproveitou o melhor ambiente econômico do país e inundou o mercado brasileiro com a chamada merluza-do-alasca, pescada no mar de Bering, extremo norte do Pacífico.
O movimento foi tão intenso que, no ano passado, a China desbancou o Chile e seu tradicional salmão do primeiro lugar nas exportações de pescados para o Brasil, em volume. Entre 2007 e 2011, os embarques chineses para o país passaram de 3 mil para 79,7 mil toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No ano passado, o Chile vendeu 47 mil toneladas de pescados para o Brasil. A China ainda perde para o Chile em receitas, mas a distância vêm diminuindo. Em 2011, o Brasil gastou US$ 231 milhões com as importações da China e US$ 282,3 milhões com as do país sul-americano.
Outro país que se beneficiou do avanço do mercado brasileiro foi o Vietnã. Concentrado nas exportações de pangasius, o país asiático viu seus embarques para o Brasil saltarem de inexpressivas 225 toneladas em 2007 para 29,5 mil em 2011.
Por ser produzido em cativeiro no delta no rio Mekong, um dos mais poluídos do mundo, o pangasius, também conhecido como "peixe-gato" ("cat fish") é sistematicamente questionado por questões sanitárias. "Se controlar a sanidade, eu não vejo com maus olhos. Ele pelo menos viabiliza o consumo de quem não pode comprar um peixe mais caro", diz Tito Livio Capobianco, presidente Associação Brasileira da Indústria de Processamento de Tilápia (AB Tilápia).
Os exportadores de pescados não foram os únicos a comemorar o salto do consumo no país. Na esteira dos peixes asiáticos mais baratos, a produção nacional de pescados em cativeiro, a chamada aquicultura, avançou 86,3% de 2005 a 2010, para 479 mil toneladas. Com isso, passou a representar 37,8% da produção brasileira, em detrimento de pesca extrativa, segundo dados do Ministério da pesca. Em 2005, a fatia dos pescados de cativeiro foi de 25,5%.
A produção aquícola brasileira está concentrada em quatro peixes: tilápia, carpa, camarão e tambaqui. Juntos, esses quatro pescados representaram 373,6 mil toneladas, ou 78% da produção da aquicultura nacional em 2010.
Pedro Furlan, da Nativ pescados: país tem vocação natural para a aquicultura
"Com 13% de toda água doce do mundo e grãos para a produção de ração, o Brasil tem uma vocação natural para a aquacultura", acredita Pedro Furlan, presidente da Nativ pescados. Furlan é bisneto de Attílio Fontana, fundador da Sadia. Com sede em Sorriso (MT), a Nativ abate cerca de 6 mil toneladas de pescados por ano, entre tilápias e peixes amazônicos. No ano passado, a companhia faturou R$ 30 milhões.
Essa vocação é expressa em números pela FAO, o braço da ONU para agricultura e alimentação (FAO). Segundo a instituição, o Brasil tem condições de produzir, de maneira sustentável, 20 milhões de toneladas de pescados por ano.
A tilápia, batizada de "Saint Peter" como estratégia de marketing, é a grande aposta para que o Brasil ocupe um lugar de destaque na aquicultura mundial - hoje, o país é o 17º na lista dos maiores produtores. Empresas como a cearense Nutrimar, forte na produção camarão, planejam entrar no mercado de tilápias.
Mas atingir esse potencial demandará investimentos, como na produção em escala. "Nossa produção hoje não é competitiva para exportar", lembra Furlan. No Grupo Pão de Açúcar o salmão chileno é até mais barato que a tilápia produzida no Brasil, conta Manoel Antonio Filho, gerente comercial de peixaria da rede.
A competitividade do setor entrou no radar do BNDES, que tem planos de consolidar o segmento, à exemplo do que fez na área de frigoríficos de carne bovina. Enquanto isso não acontece, o Brasil mantém barreiras comerciais nas importações de camarão e tilápia para manter a competitividade.
Se a aquicultura anima por seu potencial, o mesmo não acontece com a pesca extrativa. Apesar da extensa costa marítima, o Brasil não possui peixes em quantidade e já atingiu o limite de captura de peixes selvagens, por conta da pesca predatória (ver abaixo).
Segmento terá um novo plano de safra
Por De Brasília
O Ministério da Pesca está finalizando os ajustes do Plano Safra da pesca e Aquicultura, que deve ser lançado ainda neste mês pela presidente Dilma. A proposta de um plano específico para o segmento não é uma novidade, mas, segundo fontes da Pasta, este será o mais completo de todos.
O governo estuda atuar em diversas frentes para fomentar a produção de pesca dos no país, mas não pretende usar dinheiro novo. O pacote deve utilizar parte dos R$ 137 bilhões disponibilizados para a agropecuária a fim de ampliar o crédito com juros baixos, já concedido para os agricultores. Por enquanto, ficou decidido que não deverão ser criadas novas linhas de crédito. Fontes do governo creem que basta fomentar as opções existentes.
Além de crédito, o plano visa aumentar os prazos de carência e pagamento, além de qualificar os critérios para obtenção de crédito, desonerar a cadeia produtiva, garantir assistência técnica e extensão pesqueira e aquícola, ampliar a capacidade de compras institucionais para apoiar o pescador artesanal e o aquicultor familiar, fortalecer o cooperativismo,disponibilizar infraestrutura e equipamentos, modernizar e renovar embarcações e investir em ciência, tecnologia e inovação.
O governo quer reforçar a qualificação dos pescadores e criadores por meio de assistência técnica para que o segmento comece a abandonar o "amadorismo". "A produção está abaixo do potencial por falta de planejamento, e não de dinheiro", disse uma fonte envolvida na confecção do plano. (TV)
'Bolsa pescador' é alvo de investigações
Por De Brasília
Elogiada quando foi criada, em dezembro de 1991, a Lei 8.287, que estabeleceu o seguro-defeso, passou a ser alvo de recorrentes suspeitas de fraudes nos últimos anos. Também conhecida como "bolsa pescador" e fiscalizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a lei tem por objetivo garantir renda aos pescadores na época de reprodução das espécies, quando os trabalhos têm de ser suspensos.
De 2003 a 2011, o número de beneficiados pela "bolsa pescador" cresceu 414,8%, de 114,07 mil para 587,23 mil. Esse crescimento fez com que os desembolsos registrassem aumento de 1.372% no período. Em 2003, o dispêndio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para pagamento do benefício foi de R$ 84,3 milhões. No ano passado, o valor chegou a R$ 1,24 bilhão.
A tendência é que o gasto continue se expandindo e feche 2012 por volta de R$ 1,6 bilhão. Esse montante, se concretizado, será cinco vezes maior que o orçamento deste ano do Ministério da Pesca, de R$ 324 milhões.
Normalmente, o benefício é pago por quatro meses. Aos pescadores, basta comprovar o exercício profissional da pesca e a ausência de outro emprego, bem como qualquer outra fonte de renda.
A partir das inúmeras denúncias que surgiram sobre a destinação e o mau uso desses recurso, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal abriram investigações para apurar se de fato existem ou não esquemas de pagamento indevido. (TV)
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
MPA participa de reunião com o Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca
MPA participa de reunião com o Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca
16/02/2012 - 14:19
16/02/2012 - 14:19
O Ministério da Pesca e Aquicultura realizou nos dias 14 e 15 de fevereiro a reunião ordinária com o Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (Conape). Durante o evento foram apresentados os trabalhos do Comitê de Cumprimento das Ações das Conferências e iniciada a organização do processo eleitoral do Conselho. Os mandatos dos atuais conselheiros serão encerrados em abril deste ano. Participaram do evento o ministro da Pesca e Aquicultura e Presidente do Conape, Luiz Sérgio; a secretária-executiva do Conselho, Roseli Zerbinato; membros das entidades que compõem o órgão e funcionários do MPA.
Estavam presentes integrantes da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores – CNPA; Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreo, na Pesca e nos Portos – CONTTMAF; Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Afins – FNTTAA; Federação das Associações dos Engenheiros de Pesca do Brasil - FAEP-BR; Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB; Associação Brasileira da Aquicultura – ABRAq; Associação Brasileira de Criadores de Camarão – ABCC; Associação Brasileira dos Criadores de Organismos Aquáticos – ABRACOA;Confederação Nacional da Agricultura – CNA; Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE; Conselho Nacional de Pesca e Aquicultura – CONEPE; Confederação Nacional da Indústria – CNI; Associação Brasileira de Oceanografia – AOCEANO e Associação Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática – AQUABIO.
Além das entidades que fazem parte do Conape, participaram a Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva - ANEPE, representada pelo seu presidente, Helcio Honda e a Associação Brasileira de Aquariofilia - Abraqua.
A secretária-executiva Roseli Zerbinato, definiu o momento como de extrema importância para a construção de formas adequadas e legítimas de incorporar os diferentes setores da sociedade na formatação das políticas públicas. “A participação da sociedade civil é um importante instrumento para organização e discussão sobre políticas públicas. As decisões se qualificam a medida em que a participação social é consolidada”, afirmou Roseli.
Zerbinato adiantou ainda que nos dias 14 e 15 de março haverá uma reunião ordinária do conselho na qual será feita a conclusão dos trabalhos do Comite de Cumprimento das Ações das Conferências e aprovadas as mudanças no decreto de regulamentação do Conape.
Fonte. MPA
Temperaturas Altas no cultivo de tilápia.
Cuidado redobrado com as altas temperatura da água durante a alimentação dos peixes. A temperatura se mostra a cada dia uma variável que pode melhorar nossos resultados na atividade e ao mesmo tempo causar prejuízos enormes aos produtores de tilápia.
Cuidados que devemos tomar na hora da alimentação dos peixes:
Cuidados que devemos tomar na hora da alimentação dos peixes:
- Observar a temperatura antes de tratar os animais.(Siga a tabela de arraçoamento por temperatura indicada pelo seu técnico)
- Fornecer a quantidade adequada de ração levando se em conta a bio-massa e a temperatura dos tanques.
- Ligar os aeradores nos horários determinados pelo técnico responsável
- Nunca esquecer que a ração fornecida e a base de todo o resultado pretendido ou seja ração ruim resultado ruim.
- Ao menor sinal de mortalidade avise seu técnico responsável, informe a ele os parametros da agua das ultimas 24 horas e a quantidade da ultima alimentação fornecida aos peixes.
Atitudes simples como estas podem evitar o exemplo da foto ao lado onde o excesso de ração com temperaturas acima de 31 graus causou esta cena lamentável.
sábado, 1 de outubro de 2011
“O estresse pode ser compreendido
como a capacidade dos peixes mobilizarem as reservas de energia de forma a evitar ou vencer imediatamente situações de ameaça.
Em piscicultura intensiva, a situação deestresse está constantemente presente e pode afetar o desempenho produtivo dos peixes, prejudicando o estado de saúde e aumentado asuscetibilidade a doenças.
O estresse em piscicultura intensiva pode ser proveniente de várias fontes, das quais são práticas comumente utilizadas, como por exemplo, a manipulação dos animais, o emprego de alta densidade de estocagem, o transporte,interações biológicas, qualidade da água e manejo de alimentação.
Informações fisiológicas baseadas no estresse provocado pelas práticas culturais podem ser úteis no desenvolvimento de novas e melhores técnicaspara aumentar o sucesso de cultivo.” (Trecho retirado de Oliveira e Cyrino).
Fonte-Projeto Pacu
O GEMAQ e o trabalho com couro de peixe.
m setembro do ano passado, durante o Sinpesca, tive a oportunidade de conhecer o trabalho do Grupo de Estudos de Manejo na Aquicultura (GEMAq) e os laboratórios de “Tecnologia de Pescado” e “Processamento de Pele de Peixe” da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus Toledo.
Na oportunidade, experimentei vários produtos deliciosos à base de pescado (cookies, almôndegas, enlatados) e conferi a maciez e beleza dos courosproduzidos pelo grupo. O grupo de pesquisa deles é multidisciplinar e bastante expressivo.
Eles tem bons resultados em diversas linhas de pesquisa em aquicultura e participam de um trabalho muito legal que é o “Universidade sem Fronteiras”, que disponibiliza informação e tecnologia à comunidade. Uma iniciativa que tem como resultados práticos, a inclusão social e a geração de trabalho e renda.
O Pintado Real® - Projeto Pacú
O Pintado Real® vai revolucionar a piscicultura de nativos, pois com ele, há a possibilidade de produção de 02 safras/ano.
Confira suas principais características:
Fácil criação
O Pintado Real® não requer tempo de ambientação, alimenta-se bem durante o dia, requer poucos manejos de classificação e não apresenta nenhum grau de canibalismo.
Resistente ao manejo
O Pintado Real® tem comportamento dócil e baixa resposta de estresse aos manejos de classificação, transporte e estocagem. Tão dócil que quando manejado, volta a comer normalmente no dia seguinte.
O Pintado Real® não requer tempo de ambientação, alimenta-se bem durante o dia, requer poucos manejos de classificação e não apresenta nenhum grau de canibalismo.
Resistente ao manejo
O Pintado Real® tem comportamento dócil e baixa resposta de estresse aos manejos de classificação, transporte e estocagem. Tão dócil que quando manejado, volta a comer normalmente no dia seguinte.
Rápido crescimento
Com esta nova linhagem é possível produzir peixes de 1,8 kg em 7 meses, resultando em duas safras por ano.
Ótima resposta alimentar
O Pintado Real® forrageia percorrendo a superfície d água, sem o comportamento usual de bote, característicos dos outros surubins. Possui ótima resposta metabólica às rações comerciais e quando comparado aos outros surubins, apresenta resultados superiores em conversão alimentar.
Com esta nova linhagem é possível produzir peixes de 1,8 kg em 7 meses, resultando em duas safras por ano.
Ótima resposta alimentar
O Pintado Real® forrageia percorrendo a superfície d água, sem o comportamento usual de bote, característicos dos outros surubins. Possui ótima resposta metabólica às rações comerciais e quando comparado aos outros surubins, apresenta resultados superiores em conversão alimentar.
Rendimento de carcaça
O Pintado Real® possui cabeça pequena, filés mais altos e menor cavidade visceral, ou seja, aproveitamento de carcaça superior e atrativo à industrialização.
Alto valor comercial
O Pintado Real® é um peixe claro e de ótima aparência para gôndola, apreciado por sua carne branca, sem espinhas, sabor suave e baixo teor de gordura.
O Pintado Real® possui cabeça pequena, filés mais altos e menor cavidade visceral, ou seja, aproveitamento de carcaça superior e atrativo à industrialização.
Alto valor comercial
O Pintado Real® é um peixe claro e de ótima aparência para gôndola, apreciado por sua carne branca, sem espinhas, sabor suave e baixo teor de gordura.
Fonte-Projeto Pacu
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Em Salvador, ministro Luiz Sérgio destacará potencial da Bahia para a produção de pescado
O ministro da Pesca e Aquicultura, Luiz Sérgio, tem dois compromissos importantes neste início de semana, em Salvador. Nesta segunda feira, dia 04 de julho, ele participa da solenidade de abertura do XVI Encontro dos Pescadores na Bahia, no Centro de Convenções de Salvador (Teatro Iemanjá), a partir das 18 horas. E amanhã, terça-feira, dia 05 de julho, no mesmo encontro, irá proferir palestra sobre a situação da pesca e aquicultura no Brasil, logo cedo, às 8h30.
O estado da Bahia conta com aproximadamente cem mil pescadores artesanais. A atividade no estado é importante não apenas para a economia como para a cultura baiana. Tanto que já inspirou personagens de Jorge Amado, músicas de Dorival Caymmi, e telas do artista plástico Carybé, que este ano completa um século de nascimento.
O Ministério da Pesca e Aquicultura, que comemorou em junho dois anos de existência, tem investido muito na Bahia, tendo em vista o elevado potencial do estado para a produção de peixes, crustáceos e moluscos. O estado já é o terceiro maior produtor de pescado do Brasil, com mais de 121 mil toneladas. E o seu potencial para o aumento da produção é excepcional, sobretudo através da aquicultura. O litoral baiano tem mil e cem quilômetros de extensão e pode ser aproveitado para o cultivo do peixe bijupirá, camarões, ostras e algas. O Ministério tem investido em estudos para identificar as melhores áreas a serem destinadas à implantação de parques aquícolas marinhos. O estado também tem potencial para a produção de pescado no continente. Apenas cinco reservatórios da Bahia – Glória, Itaparica, Itapebi, Moxotó, Sobradinho e Xingó -, compreendem juntos uma lâmina d’água da ordem de 45 mil hectares.
Fonte:MPA
O estado da Bahia conta com aproximadamente cem mil pescadores artesanais. A atividade no estado é importante não apenas para a economia como para a cultura baiana. Tanto que já inspirou personagens de Jorge Amado, músicas de Dorival Caymmi, e telas do artista plástico Carybé, que este ano completa um século de nascimento.
O Ministério da Pesca e Aquicultura, que comemorou em junho dois anos de existência, tem investido muito na Bahia, tendo em vista o elevado potencial do estado para a produção de peixes, crustáceos e moluscos. O estado já é o terceiro maior produtor de pescado do Brasil, com mais de 121 mil toneladas. E o seu potencial para o aumento da produção é excepcional, sobretudo através da aquicultura. O litoral baiano tem mil e cem quilômetros de extensão e pode ser aproveitado para o cultivo do peixe bijupirá, camarões, ostras e algas. O Ministério tem investido em estudos para identificar as melhores áreas a serem destinadas à implantação de parques aquícolas marinhos. O estado também tem potencial para a produção de pescado no continente. Apenas cinco reservatórios da Bahia – Glória, Itaparica, Itapebi, Moxotó, Sobradinho e Xingó -, compreendem juntos uma lâmina d’água da ordem de 45 mil hectares.
Fonte:MPA
Brasil e Paraguai se unem para produzir mais pescado
Acordo entre os dois países será assinado pelo ministro Luiz Sérgio, durante visita da presidenta Dilma a Assunção
O ministro Luiz Sérgio, da Pesca e Aquicultura, integrará a comitiva da presidenta Dilma Rousseff ao Paraguai, nesta quarta-feira, dia 29 de junho, à reunião da Cúpula de Chefes de Estados do Mercado Comum do Sul – MERCOSUL. Representando o Brasil, o ministro Luiz Sérgio assinará conjuntamente com o Ministro da Agricultura e Pecuária do Paraguai, Enzo Cardozo Jimenez, um memorando de entendimento que visa ao fomento da cooperação entre os dois países na área de pesca e aquicultura.
Brasil e Paraguai, além de compartilharem parcerias estratégicas na área energética – em relação à usina de Itaipu e a novos projetos – querem desenvolver outras atividades de interesse comum, entre elas a pesca e a aquicultura, capazes de gerar empregos, renda e alimentos saudáveis. Os dois países compartilham os recursos hídricos das bacias do rio Paraná, onde se encontra Itaipu, e do rio Paraguai.“Se aproveitarmos no máximo 1% do espelho d’água do reservatório de Itaipu para a produção de pescado, de forma a não impactar o meio ambiente, temos potencial para produzir algo em torno de 200 mil toneladas de pescado por ano”, lembra o ministro Luiz Sérgio, ao exemplificar o potencial da região para a atividade. Segundo ele, os dois países já participam da Rede de Aquicultura das Américas, que busca a cooperação dos países da América Latina e do Caribe em favor do desenvolvimento da aquicultura.
De acordo com Francisco Osvaldo Alves Barbosa, assessor do MPA para assuntos internacionais, a viagem do ministro Luiz Sérgio “irá fortalecer as relações entre Brasil e Paraguai no campo da aquicultura e da pesca”. Ele lembrou que o Brasil já tem tecnologia para o aproveitamento mais racional dos recursos hídricos, que poderá levar à produção intensiva de pescados, sem comprometer o meio ambiente.
Parques aquícolas
Nos municípios de Entre Rios do Oeste, Santa Helena e São Miguel do Iguaçu, no estado do Paraná, o Ministério da Pesca e Aquicultura já implantou três parques aquícolas – conjunto de áreas destinadas à produção de pescado. Os parques, que aproveitam as águas do reservatório de Itaipu, já contam com 73 áreas licitadas e em produção, cada uma com dois mil metros quadrados de lâmina d’água e com capacidade para produzir 40 toneladas de pescado por ano. A engorda dos peixes – hoje principalmente da espécie pacu – ocorre em tanque rede, uma espécie de gaiola que fica submersa. No município de Santa Helena foi implantada uma Unidade Demonstrativa de cultivo, mantida pelo curso de Engenharia de Pesca, no Campus de Toledo, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Já para atender à demanda da produção do rio Paraguai, entre outras, a Embrapa Pantanal conta com uma Unidade Demonstrativa e de Pesquisa em Corumbá, no estado do Mato Grosso do Sul.
Fonte:MPA
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Ministério da Pesca enfrenta teste da afirmação
O Brasil quer multiplicar o potencial da produção de pescado em 16 vezes até 2020. A missão está nas mãos do Ministério da Pesca e Aquicultura, que não completou dois anos e já enfrenta cobrança de setores produtivos
Por: Patrícia Comunello
Nicolas é filho do médico Alexandre Alexis. A cada três meses, o garotinho de cinco anos acompanha Alexis ao Mercado Público de Porto Alegre, repetindo o ritual que o médico cumpria com o pai há quatro décadas. Tudo igual se não fosse o percurso de cerca de 400 quilômetros. Para garantir o salmão fresco que Nicolas adora, o médico sai de Ijuí e se abastece na Capital. A última compra, em 27 de maio, foi de dez quilos. A maratona para assegurar o peixe em duas refeições na semana contrasta com outra tradição: Ijuí, onde Alexis atende seus pacientes, é um dos maiores produtores de pescado em açudes do Estado, campeão nacional de aquicultura, somando quase 50 mil toneladas (dados de 2009), 14% da oferta.
Mas por que o morador de Ijuí vem à Capital para comprar um dos alimentos mais saudáveis e sem contraindicação médica? “É difícil achar o produto em supermercados. Tem de mudar a cultura baseada na carne”, opina o profissional, que contribui educando o paladar do pequeno Nicolas, o que ajuda a elevar o consumo entre os brasileiros, ainda baixo para os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS). O País chegou a pouco mais de nove quilos de pescado por habitante ao ano em 2009, ante a recomendação de 12 quilos.
Este fato e a meta de turbinar o potencial de cultivo, para compensar eventual limite na modalidade extrativa, inspiraram a criação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), na metade de 2009, que sucedeu a Secretaria Especial da Pesca, implantada em 2003 na estreia de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República. “Hoje temos um endereço em Brasília”, diz comedido o presidente do Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), Giovani Genázio, representante do Sul do País no Conselho Nacional de Pesca (Conepe).Liderança do estado que mais produz pescado, com fatia de 16% das 1,240 milhão de toneladas (dado de 2009), Genázio admite que é um avanço ter a pasta, ante mais de 20 anos do que chama de abandono da pesca, principalmente a extrativa, onde os catarinenses são imbatíveis. Entre 1960 e 1980, o ramo foi capitaneado pela Superintendência de Desenvolvimento da Pesca (Sudepe), que injetou dinheiro, ajudou a multiplicar a frota e o parque de processamento. Nesse período, os gaúchos detinham maior produção de pesca extrativa, ainda a maior fonte na área, com mais de 815 mil toneladas. A Sudepe foi extinta em 1990, pelo governo de Fernando Collor de Mello, instaurando o declínio do setor. De mais de 200 indústrias, recuou-se para 50.
A lista de ações esperadas pela cadeia do setor inclui desde medidas para dimensionar o potencial da pesca marinha, levantamento da situação das embarcações, recursos para melhoria da tecnologia e regulamentação mais estável de áreas e espécies que podem ser pescadas. “Se usarmos a pesca de forma racional, teremos diferencial no mundo”, defende o dirigente catarinense. As empresas cobram a criação de comitês científicos, que estaria atrasada em três anos. Também exigem maior independência entre a pasta novata e o Ministério do Meio Ambiente (MMA). “O DNA do MMA não é a atividade econômica. O MPA tem de ser mais independente, fazendo a gestão e conciliando com as leis e regras ambientais”, reforça o presidente do Sindicato das Indústrias da Pesca de Rio Grande (Sindipesca), Torquato Pontes Ribeiro.
Para os dirigentes, há demora na definição do chamado permissionamento, que estipula o que pode ser pescado e onde no Litoral. “Como o setor vai investir se não sabe os limites?”, justifica Ribeiro. A pauta da cadeia extrativa tem ainda a concorrência das importações, que crescem 20% ao ano, e embarcações estrangeiras arrendadas e que avançam nas águas do Sul disputando a oferta de atum. A ministra de Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti, responde que o plano da pasta prevê maior aporte de recursos, por meio do Fundo da Marinha Mercante, e facilidades no acesso à linha para upgrade das embarcações. Ela promete lançar os editais dos 21 comitês que precisam ser implantados até o final do ano. Sobre as importações, a ministra afirma que foram acionadas medidas para restringir a entrada maciça de panga, espécie de peixe embarcado pela China, líder mundial em aquicultura, com produção de 60 milhões de toneladas.
No Estado, o segmento ainda é coadjuvante e virou departamento da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, Cooperativismo e Pesca. O secretário da pasta, Ivar Pavan, admite estrutura acanhada e elenca prioridades como instalação de açudes (hoje são 160) e apoio ao desenvolvimento da cadeia do setor. “Há enorme potencial para diversificação. É uma nova economia”, demarca Pavan, lembrando que na última Semana Santa, com a venda de 2 milhões de toneladas em feiras, faltou produto. Com a afinidade partidária entre governo estadual e federal, a pasta local quer facilitar o acesso a programas do MPA, o que atende a expectativa número um dos industriais gaúchos, lembra o presidente do Sindipesca.

Em uma frase, a ministra da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti, resume sua estratégia diante de pressões por resultados imediatos na pasta, que mal completou dois anos de vida. “Costumamos dizer que neste ministério, quando alguém se estressa, vai pescar.” Ideli tem a ambição de trilhar os caminhos percorridos pela agroindústria de frango e suíno, líderes mundiais em produtividade e competitividade.
O êxito será buscado com atualização tecnológica das embarcações que fazem extrativismo no Litoral. “A defasagem é de 35 a 40 anos com perda de eficiência e de produto”, salienta. No ministério, o grande canal para multiplicar o tamanho do setor, que poderá galgar rumo às primeiras posições (hoje o Brasil está em 21º lugar na oferta mundial de pescado), é a aquicultura. A ministra não enxerga alternativas para maior expansão da modalidade extrativa.
No cultivo, a palavra-chave são os parques aquícolas, que devem chegar a 35 até 2012. Reservatórios de hidrelétricas são o alvo principal. Estudos técnicos dimensionam o potencial e depois é feita concorrência pública para concessão por 20 anos da fonte de produção. “Estimamos dobrar a produção aquícola até o ano que vem”, aposta. Agricultura familiar é um dos segmentos prioritários, cujos produtores podem se habilitar à exploração sem custos, quando as áreas forem de até dez hectares.
Para agregar marketing ao potencial dos pescados, os programas são inseridos nas ações de erradicação da miséria do governo federal, com testes para incluir o peixe na merenda escolar (o piloto está sendo feito no Estado) e nas metas de sustentabilidade ambiental. A estrutura ainda é limitada, com superintendências em todo o País, mas poucos funcionários. Cortes no orçamento atingiram a pasta.
Diante da constatação de redução na oferta de pescado extrativo, o grupo pretende se habilitar à instalação de um tanque aquícola no Guaíba, dentro do programa do ministério. “O local pretendido é a região conhecida por ressaca da Ilha da Pólvora. Precisamos repovoar os rios”, justifica o presidente da colônia. O casal Marinês e Luiz Carlos Maciel comprova a realidade. Na segunda-feira passada, os dois retornaram com oito quilos de pintado apreendidos na rede.
“Costumávamos voltar com 20 quilos”, contrasta Maciel, que diante de ganhos menores da atividade partiu para um emprego na indústria, onde se aposentou. A comunidade avalia que a oferta reduziu 20% nos últimos anos. Coelho cobra mais fiscalização sobre operadores clandestinos e quem usa redes de pesca em dimensões proibidas.
“Queríamos oferecer produto de qualidade e de preço acessível”, conta Gabriel, que está na linha de frente do negócio. Além disso, incomodava o jovem o fato de os gaúchos serem os que menos consomem pescado, sete quilos por pessoa ao ano. As temakerias já são a maior fonte de renda da operação da Japesca, que fatura por mês R$ 700 mil, e só devem crescer de tamanho.
A empresa administrada hoje pelos irmãos é a sobrevivente de um setor que já foi líder nacional. A área de pescado representa 0,6% do PIB gaúcho, que significou R$ 100 milhões em 2008, segundo a Fundação de Economia e Estatística. Em Rio Grande, a cifra é R$ 24,6 milhões, 20% do PIB da agropecuária do município. O presidente do Sindipesca, Torquato Pontes Ribeiro, acredita que com incentivos é possível dar novo alento ao setor. “A atenção está voltada ao polo naval, mas a indústria de pescado também tem muito potencial”. Rio Grande está inserido no projeto de desenvolvimento da produção de um peixinho chamado anchoita, que é aposta para ser incluído na merenda escolar e poderá ser industrializado por uma empresa local.
Patrizia Addallah, do Instituto de Ciências Econômicas da Furg, explica que o projeto busca definir e viabilizar o desenvolvimento da cadeia produtiva do peixe no Sul do Brasil. Estão sendo dimensionados estoques e rendimentos potenciais da pesca comercial de pequena e média escala, com aprimoramento do beneficiamento e elaboração de produtos. A meta, segundo Patrizia, é abastecer o mercado institucional, como a rede escolar.
Fonte : Jornal do Comercio
Mas por que o morador de Ijuí vem à Capital para comprar um dos alimentos mais saudáveis e sem contraindicação médica? “É difícil achar o produto em supermercados. Tem de mudar a cultura baseada na carne”, opina o profissional, que contribui educando o paladar do pequeno Nicolas, o que ajuda a elevar o consumo entre os brasileiros, ainda baixo para os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS). O País chegou a pouco mais de nove quilos de pescado por habitante ao ano em 2009, ante a recomendação de 12 quilos.
Este fato e a meta de turbinar o potencial de cultivo, para compensar eventual limite na modalidade extrativa, inspiraram a criação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), na metade de 2009, que sucedeu a Secretaria Especial da Pesca, implantada em 2003 na estreia de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República. “Hoje temos um endereço em Brasília”, diz comedido o presidente do Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), Giovani Genázio, representante do Sul do País no Conselho Nacional de Pesca (Conepe).Liderança do estado que mais produz pescado, com fatia de 16% das 1,240 milhão de toneladas (dado de 2009), Genázio admite que é um avanço ter a pasta, ante mais de 20 anos do que chama de abandono da pesca, principalmente a extrativa, onde os catarinenses são imbatíveis. Entre 1960 e 1980, o ramo foi capitaneado pela Superintendência de Desenvolvimento da Pesca (Sudepe), que injetou dinheiro, ajudou a multiplicar a frota e o parque de processamento. Nesse período, os gaúchos detinham maior produção de pesca extrativa, ainda a maior fonte na área, com mais de 815 mil toneladas. A Sudepe foi extinta em 1990, pelo governo de Fernando Collor de Mello, instaurando o declínio do setor. De mais de 200 indústrias, recuou-se para 50.
A lista de ações esperadas pela cadeia do setor inclui desde medidas para dimensionar o potencial da pesca marinha, levantamento da situação das embarcações, recursos para melhoria da tecnologia e regulamentação mais estável de áreas e espécies que podem ser pescadas. “Se usarmos a pesca de forma racional, teremos diferencial no mundo”, defende o dirigente catarinense. As empresas cobram a criação de comitês científicos, que estaria atrasada em três anos. Também exigem maior independência entre a pasta novata e o Ministério do Meio Ambiente (MMA). “O DNA do MMA não é a atividade econômica. O MPA tem de ser mais independente, fazendo a gestão e conciliando com as leis e regras ambientais”, reforça o presidente do Sindicato das Indústrias da Pesca de Rio Grande (Sindipesca), Torquato Pontes Ribeiro.
Para os dirigentes, há demora na definição do chamado permissionamento, que estipula o que pode ser pescado e onde no Litoral. “Como o setor vai investir se não sabe os limites?”, justifica Ribeiro. A pauta da cadeia extrativa tem ainda a concorrência das importações, que crescem 20% ao ano, e embarcações estrangeiras arrendadas e que avançam nas águas do Sul disputando a oferta de atum. A ministra de Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti, responde que o plano da pasta prevê maior aporte de recursos, por meio do Fundo da Marinha Mercante, e facilidades no acesso à linha para upgrade das embarcações. Ela promete lançar os editais dos 21 comitês que precisam ser implantados até o final do ano. Sobre as importações, a ministra afirma que foram acionadas medidas para restringir a entrada maciça de panga, espécie de peixe embarcado pela China, líder mundial em aquicultura, com produção de 60 milhões de toneladas.
No Estado, o segmento ainda é coadjuvante e virou departamento da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, Cooperativismo e Pesca. O secretário da pasta, Ivar Pavan, admite estrutura acanhada e elenca prioridades como instalação de açudes (hoje são 160) e apoio ao desenvolvimento da cadeia do setor. “Há enorme potencial para diversificação. É uma nova economia”, demarca Pavan, lembrando que na última Semana Santa, com a venda de 2 milhões de toneladas em feiras, faltou produto. Com a afinidade partidária entre governo estadual e federal, a pasta local quer facilitar o acesso a programas do MPA, o que atende a expectativa número um dos industriais gaúchos, lembra o presidente do Sindipesca.
Ministra quer chegar a 20 milhões de toneladas de pescado em 2020
Segundo Ideli, objetivo é dobrar a produção aquícola até o ano que vem. MARCELLO CASAL JR/ABR/JC
A meta do governo federal é preparar a base de produção brasileira para atingir 20 milhões de toneladas de pescados até 2020. O volume é o potencial estimado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para o País, o que elevaria em 16 vezes o resultado de 2009, que somou 1,2 milhão de toneladas. Para cumprir a meta, a aposta é a pulverização de parques de aquicultura. Os últimos dados disponíveis sinalizam impulso mais rápido do cultivo, que avançou 15,7% entre 2008 e 2009, ante 5,4% da pesca extrativa marinha. A proporção é de 415,6 mil toneladas de aquicultura e 825,1 mil da extrativa. Em uma frase, a ministra da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti, resume sua estratégia diante de pressões por resultados imediatos na pasta, que mal completou dois anos de vida. “Costumamos dizer que neste ministério, quando alguém se estressa, vai pescar.” Ideli tem a ambição de trilhar os caminhos percorridos pela agroindústria de frango e suíno, líderes mundiais em produtividade e competitividade.
O êxito será buscado com atualização tecnológica das embarcações que fazem extrativismo no Litoral. “A defasagem é de 35 a 40 anos com perda de eficiência e de produto”, salienta. No ministério, o grande canal para multiplicar o tamanho do setor, que poderá galgar rumo às primeiras posições (hoje o Brasil está em 21º lugar na oferta mundial de pescado), é a aquicultura. A ministra não enxerga alternativas para maior expansão da modalidade extrativa.
No cultivo, a palavra-chave são os parques aquícolas, que devem chegar a 35 até 2012. Reservatórios de hidrelétricas são o alvo principal. Estudos técnicos dimensionam o potencial e depois é feita concorrência pública para concessão por 20 anos da fonte de produção. “Estimamos dobrar a produção aquícola até o ano que vem”, aposta. Agricultura familiar é um dos segmentos prioritários, cujos produtores podem se habilitar à exploração sem custos, quando as áreas forem de até dez hectares.
Para agregar marketing ao potencial dos pescados, os programas são inseridos nas ações de erradicação da miséria do governo federal, com testes para incluir o peixe na merenda escolar (o piloto está sendo feito no Estado) e nas metas de sustentabilidade ambiental. A estrutura ainda é limitada, com superintendências em todo o País, mas poucos funcionários. Cortes no orçamento atingiram a pasta.
Redução da oferta preocupa trabalhadores
Pescador é teimoso, avisa o presidente da Colônia Z-5, na Ilha da Pintada, em Porto Alegre, Vilmar Ieggli Coelho. O comportamento, segundo Coelho, filho e neto de pescadores e que preside também a federação do setor no Estado, ainda dá crédito ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). “Estamos contando com o ministério, que precisa olhar para a gente. Somos a razão de a pasta existir”, registra o dirigente, que lidera mais de 28 mil pescadores artesanais gaúchos. Para ele, o MPA precisa alcançar recursos e mais facilidade para acessar projetos, além de ter atuação direta e autônoma na regulação ambiental.Diante da constatação de redução na oferta de pescado extrativo, o grupo pretende se habilitar à instalação de um tanque aquícola no Guaíba, dentro do programa do ministério. “O local pretendido é a região conhecida por ressaca da Ilha da Pólvora. Precisamos repovoar os rios”, justifica o presidente da colônia. O casal Marinês e Luiz Carlos Maciel comprova a realidade. Na segunda-feira passada, os dois retornaram com oito quilos de pintado apreendidos na rede.
“Costumávamos voltar com 20 quilos”, contrasta Maciel, que diante de ganhos menores da atividade partiu para um emprego na indústria, onde se aposentou. A comunidade avalia que a oferta reduziu 20% nos últimos anos. Coelho cobra mais fiscalização sobre operadores clandestinos e quem usa redes de pesca em dimensões proibidas.
Da indústria ao reino dos temakis
O declínio da indústria da pesca extrativa gaúcha levou indústrias como a Japesca, com unidade em São Lourenço do Sul, a diversificar, reforçando o varejo e explorando a relação com o consumidor. Herdeiros do negócio, que começou nos anos de 1970 com o pai pescador, que atuava na Ilha da Pintada, os irmãos Gabriel e Roberto Mendo da Cunha apostaram em 2010 na abertura de uma temakeria, com a meta de ofertar pescado com valor agregado, com a comida japonesa. Hoje os dois já somam duas lojas, no Centro da Capital, e filas se formam para devorar 800 a 900 cones de alga marinha com arroz e peixe cru.“Queríamos oferecer produto de qualidade e de preço acessível”, conta Gabriel, que está na linha de frente do negócio. Além disso, incomodava o jovem o fato de os gaúchos serem os que menos consomem pescado, sete quilos por pessoa ao ano. As temakerias já são a maior fonte de renda da operação da Japesca, que fatura por mês R$ 700 mil, e só devem crescer de tamanho.
A empresa administrada hoje pelos irmãos é a sobrevivente de um setor que já foi líder nacional. A área de pescado representa 0,6% do PIB gaúcho, que significou R$ 100 milhões em 2008, segundo a Fundação de Economia e Estatística. Em Rio Grande, a cifra é R$ 24,6 milhões, 20% do PIB da agropecuária do município. O presidente do Sindipesca, Torquato Pontes Ribeiro, acredita que com incentivos é possível dar novo alento ao setor. “A atenção está voltada ao polo naval, mas a indústria de pescado também tem muito potencial”. Rio Grande está inserido no projeto de desenvolvimento da produção de um peixinho chamado anchoita, que é aposta para ser incluído na merenda escolar e poderá ser industrializado por uma empresa local.
Patrizia Addallah, do Instituto de Ciências Econômicas da Furg, explica que o projeto busca definir e viabilizar o desenvolvimento da cadeia produtiva do peixe no Sul do Brasil. Estão sendo dimensionados estoques e rendimentos potenciais da pesca comercial de pequena e média escala, com aprimoramento do beneficiamento e elaboração de produtos. A meta, segundo Patrizia, é abastecer o mercado institucional, como a rede escolar.
Fonte : Jornal do Comercio
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